Processo Emissão NFS-e
Visão Geral
Este documento apresenta a visão geral do processo de emissão de NFS‑e (Nota Fiscal de Serviço Eletrônica) no ecossistema do Emissor Fiscal.
A NFS‑e possui um fluxo próprio e independente, distinto dos processos de emissão de NF‑e e NFC‑e.
Seu funcionamento é baseado em integrações municipais, com regras, formatos e comportamentos que podem variar conforme o município emissor.
A emissão de NFS‑e:
- não utiliza Client local;
- não utiliza as APIs Auxiliares;
- não compartilha o fluxo técnico da SEFAZ;
- é centralizada no envio de RPS e no tratamento dos retornos municipais.
Visão Geral do Fluxo de Emissão
O fluxo de emissão de NFS‑e no Emissor Fiscal é composto, em alto nível, pelas seguintes etapas:
- Verificação de pré‑requisitos para emissão;
- Envio do RPS (Recibo Provisório de Serviço);
- Processamento da emissão pelo município;
- Tratamento do retorno da emissão;
- Consulta e obtenção da NFS‑e ou dos documentos associados;
- Cancelamento, quando aplicável.
Pré-Requisitos
Para emitir NFS‑e, é necessário que alguns requisitos prévios estejam atendidos.
1. Cadastro da Empresa
O cadastro da empresa para emissão de NFS‑e é o requisito necessário para habilitação do uso das APIs de emissão.
Esse cadastro é responsável por:
- habilitar a empresa para emissão;
- vincular o emissor aos municípios integrados;
- permitir o consumo das integrações de NFS‑e.
⚠️ Importante
A emissão de NFS‑e não exige autenticação técnica adicional. O cadastro da empresa é o mecanismo que libera o uso do serviço.
2. Homologação de Municípios
A emissão de NFS‑e depende da integração prévia do município.
Quando um município ainda não está integrado, é necessário seguir o fluxo de:
- solicitação de homologação de novo município;
- validação técnica da integração municipal;
- liberação para emissão.
A disponibilidade do serviço está diretamente relacionada aos municípios integrados.
Municípios Integrados
A NFS‑e é um documento fiscal municipal, e por isso:
- cada município pode adotar padrões distintos;
- layouts, regras de validação e retornos podem variar;
- o comportamento do processamento depende do provedor municipal.
Nesta documentação são disponibilizadas:
- a relação de municípios integrados;
- as particularidades conhecidas de determinados municípios.
Essas particularidades devem ser consideradas pela automação integradora durante a emissão, consulta e cancelamento da NFS‑e.
Emissão de NFS-e
A emissão da NFS‑e ocorre por meio do envio de RPS (Recibo Provisório de Serviço).
O RPS representa a prestação do serviço e é o insumo utilizado pelo município para:
- gerar a NFS‑e;
- validar informações fiscais;
- aplicar regras municipais.
Nesta etapa são definidos:
- o layout do RPS;
- os dados obrigatórios;
- os endpoints de envio;
- o formato aceito para integração.
Retorno e Processamento da Emissão
Após o envio do RPS, o Emissor Fiscal recebe o retorno do município responsável pela emissão.
Comportamento do Retorno
- O processamento pode ser síncrono (retorno imediato) ou assíncrono (retorno posterior);
- O formato do retorno varia de acordo com o município;
- Não existe um padrão único de códigos ou mensagens de retorno para NFS‑e.
Os retornos da emissão de NFS‑e refletem diretamente as regras e integrações municipais, podendo apresentar variações significativas entre municípios e cabe à automação integradora interpretar o retorno conforme o município emissor.
Consulta Pós Emissão de NFS-e
Após o envio do RPS, o emissor pode utilizar as APIs de consulta para:
- verificar o status da emissão;
- consultar a NFS‑e gerada;
- consultar o RPS enviado;
- obter o PDF da NFS‑e ou do RPS, quando disponível.
As consultas permitem acompanhar o ciclo completo da emissão, especialmente nos cenários assíncronos.
Cancelamento de NFS-e
O cancelamento da NFS‑e pode ser realizado conforme:
- as regras do município emissor;
- os prazos e condições definidos pela prefeitura.
O fluxo de cancelamento envolve:
- envio da solicitação de cancelamento;
- tratamento do retorno;
- consulta do status do cancelamento.
As regras de cancelamento não são padronizadas e podem variar conforme o município.
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